Alguém mais já se sentiu limitado por um sistema, pelas paredes, pelos padrões do mundo? Quase que diariamente eu milito com essas questões, mas a minha militância quase não sai do âmbito psícológico, diferentemente de um jovem chamado Christopher McCandless.
Christopher foi (é, ele morreu em 1992) um jovem norte-americano que viveu um grande aventura, o que rendeu o livro "Na natureza Selvagem" de Jon Krakauer e um filme de mesmo título dirigido por Sean Penn. Chris desde cedo sofreu com a hipocrisia humana dentro de sua própria casa, pois seu pai que era um engenheiro bem sucedido da NASA, havia deixado a sua primeira mulher para viver com a mãe de Chris que era sua amante, daí ele sempre viveu sobe o título de bastardo. Os padrões ideais da sociedade capitalista foram se tornado absurdos para Chris e quanto mais ele conhecia a natureza, a Deus, a humanidade, mais ele via que aquilo que se julga necessário por muitos de fato não o era. Na faculdade os ideais de Chris se acentuam ao conhecer autores como Léon Tolstoi e Henry David Thoreau que escreveram:
“Contudo homens trabalham à sombra de um erro, lançando ao solo para adubo o que tem de melhor. Por uma sina ilusória, vulgarmente chamada necessidade, desgastam-se a amontoar tesouros que a traça e a ferrugem estragarão e que surgem ladrões para roubar. É uma vida de imbecis, como perceberão ao fim dela, se não antes.” Henry David Thoreau – A vida nos bosques
“Não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade. A liberdade não é um fim, mas uma conseqüência.” Léon Tolstoi
Ao concluir sua graduação superior Chris da início a sua aventura, ele primeiro se desfaz de todo o saldo bancário que possuía, algo em torno dos 24 mil dólares e doa para instituições de caridade, depois ele começou uma viagem por dentro dos Estados Unidos com destino ao Alasca, toda a sua aventura está descrita no livro e no filme, por isso não é sobre a viagem que quero falar (viagem essa que termina com a morte de Chris no Alasca por inanição), mas sim o que fez com que Chris resolvesse sair, e é esse o termo que quero usar "sair" e não "fugir", pois para alguns ele pode ter fugido, mas para mim ele começa uma busca que só poderia ser feita se ele saísse do meio onde estava. É fato que ele foi bastante irresponssável principalmente na ida ao Alasca sem equipamento e alimento fundamental para sua sobrevivência, mas pense você na sua própria vida, Chris antes de morrer escreveu: “Tive uma vida feliz, e agradeço ao Senhor. Adeus e que Deus abençoe a todos”, você poderia dizer isso no fim de sua vida?
A busca pela verdade é o que tráz liberdade como disse Tolstoi, então, hemos de buscá-la, Chris fez também outra constatação antes de sua morte que “a real alegria só existe quando é compartilhada”, Jesus disse: "Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros." (Jo 13.34-35)
A verdade que tiro disso é:
"Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus."

